A história da Louis Vuitton

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A Louis Vuitton Malletier, conhecida por Louis Vuitton ou, simplesmente, LV, é uma empresa de origem francesa que hoje, mais do que fabricar artigos como malas, relógios, jóias e óculos de sol, fabrica um estilo de vida acessível para pessoas abastadas que valorizam seus luxuosos produtos e o luxo ostensivo que ele “entregam” junto.

A origem da empresa remonta o ano de 1854, quando o maleiro que emprestou seu nome a marca, fundou sua companhia de malas.

Da Segunda Guerra Mundial até o começo dos anos 1980, a grife fabricava bagagem sem seguir, e muito menos lançar moda, e à maneira antiga para uma clientela limitada que estava envelhecendo. Em 1977, existiam somente duas lojas da Louis Vuitton. Foi quando Henry Racamier, dono de uma companhia de aço líder de mercado, e genro da matriarca herdeira da grife, Renée Vuitton, assumiu o comando da marca. Olhando para os números da empresa, descobriu que quem lucrava mais eram os franqueados.

“Nesta época, a maioria das empresas de luxo eram ainda pequenas e dirigidas pelos seus fundadores originais, e sua expertise era em criação e produção, não em merchandising. Fazia mais sentido, particularmente em outros continentes, deixar alguém gastar do seu próprio dinheiro para montar uma loja e o seu estoque. Os comerciantes locais conheciam sua clientela bem melhor do que o designerbaseado em Paris poderia. Os comerciantes compravam o produto em atacado da marca, o vendiam por duas vezes mais – ou mais – no varejo e lucravam muito.” (Thomas, 2007)

Sendo homem de negócios e não criador de moda, Racamier mudou a maneira de conduzir a marca familiar e implementou a estratégia chamada de verticalização. Ele começou a abrir lojas que eram propriedades da Vuitton e operada por ela, eliminando os intermediários. Desta maneira, passou a ter uma margem de lucro de 40%. Hoje em dia, a maioria das empresas do setor do luxo segue este modelo.

Em 1984, a Louis Vuitton passou a ser listada nas bolsas de valores de Paris e Nova York e, em 1986, Racamier adquiriu a Veuve Clicquot, o grupo que controlava o champagne do mesmo nome e a Parfums Givenchy, uma empresa de cosméticos e perfumes independente da Maison Givenchy de moda. Em 1987, Racamier orquestrou a fusão entre Louis Vuitton e Moët-Henessy, criando o grupo LVMH ao qual um ano depois incorporou a empresa de moda Givenchy.

Estas foram umas das primeiras operações que iriam mudar a face do luxo.

“Em menos de uma década, Racamier tinha transformado a Louis Vuitton de um pequeno negocio familial que vendia para uma clientela elitizada, em uma marca poderosa com vendas substanciais e até mais potencial. Ao fundir-se com uma corporação estável que já existia, e ao adicionar Givenchy para criar uma divisão de moda de luxo, Racamier deu á Vuitton o peso e a organização da qual a marca precisava para conquistar o mundo. Racamier viu a globalização como o futuro do luxo, e usou a sinergia entre as marcas no grupou para mapear e lançar a expansão delas; ele transformou a moda de luxo de um negocio conduzido por um homem ou uma família em uma industria de corporação.” (Thomas, 2007)

Em 1990, após brigas judiciais e manobras que foram definidas pela imprensa francesa como maquiavélicas, o homem de negóciosfrancês Bernard Arnault assumiu o controle do grupo LVMH, lhe dando nos anos seguintes, proporções ainda maiores.

Hoje, a Louis Vuitton tem como seus maiores concorrentes, outras marcas de alto luxo como Versace, Hermès, Gucci, Dolce & Gabbana, Burberry, Dior, Chanel, Fendi, Armani, e Prada.

Linha do tempo da empresa

1854 – Louis Vuitton fabrica as primeiras malas para a imperatriz Eugene, esposa do imperador Napoleão III, da França

1896 – Georges Vuitton, filho do fundador, cria o famoso monograma com as iniciais LV cercadas por losangos, estrelas e cores, em uma tentativa de dificultar falsificações

1945 – Com a segunda guerra, a família Vuitton se divide. Parte se alia aos nazistas para garantir que a empresa continue funcionando.

1977 – Henry Recamier, genro da matriarca Renée Vuitton, assume a companhia e inicia a verticalização dos negócios. A empresa, com duas lojas, alcança vendas de 12 milhões de dólares e lucro de 1,2 milhão de dólares.

1984 – Abertura de capital nas bolsas de Paris e Nova York. A empresa registra vendas de 143 milhões de dólares e lucro de 22 milhões de dólares.

1987 – Fusão com a Moët Hennessy, dando origem ao grupo LVMH, com vendas de 7 bilhões de dólares e 98 lojas.

1990 – Apos uma disputa judicial, Recamier deixa o LVMH e Bernard Arnault assume o controle da empresa. O grupo registra vendas de 3,6 bilhões de dólares e só a Louis Vuitton fatura 765 milhões de dólares.

1997 – Marc Jacobs é contratado para desenhar coleções de prét-à-porter e faz o primeiro desfile da grife em Paris.

2008 – O grupo torna-se a maior empresa do mercado de luxo do mundo, com faturamento de 24 bilhões de dólares e lucro liquido de 5,2 bilhões de dólares.

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