Cavalo a jato

cavalo

Dizem que Henry Ford – considerado o “pai” dos automóveis – ao ser perguntado porque era avesso à pesquisa de mercado, teria respondido: “Se eu perguntasse ao consumidor o que ele queria, teria me respondido ‘Um cavalo mais rápido'”. Não sei se a história, de fato, é verdadeira. Poderia, numa rápida consulta ao Google, descobrir. Mas a história é tão boa – mas tão boa – que, caso não seja verdadeira, prefiro continuar achando que seja. Nos dias de hoje, onde a opinião do consumidor é considerada e tida como valiosa, como manter o “espírito” criativo e inovador que Ford ilustrou?

Uma dica pode vir de um personagem contemporâneo. Steve Jobs, o gênio por trás dos cobiçados e copiados produtos da Apple também adotava essa filosofia. Mas ele não deixava de ouvir o consumidor. Ele apenas não perguntava. Mas ele observava.

Cada negócio tem suas particularidades que só o dono conhece. O padeiro sabe muito bem porque o pão tem o tamanho que tem, por exemplo. Se for levar em conta a opinião de cada consumidor o empresário pode ficar extremamente confuso. Mas o bom empresário deve ser um bom observador. Ele deve observar os hábitos de consumo, identificar tendências e padrões de comportamento e se adaptar. Ele deve observar o que os seus concorrentes estão fazendo – e se adaptar. Ele deve observar o mercado, a economia – e se adaptar.

Enquanto alguns choram pela crise, outros ganham dinheiro vendendo lenços.

Em momentos de crise, como o que estamos passando agora, adaptar tornou-se questão de sobrevivência. A Ford sobreviveu à grave crise do capitalismo com a quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929 (apesar de alguns economistas atribuírem a crise ao chamado modelo fordista. Mas isso é assunto para uma próxima história…)

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